Associativismo sénior
Será possível com o passar dos anos continuar a ser empreendedor? Julga-se que, com o avanço na idade se tem apenas como meta o fim. Nada de mais errado. Tanto o principio como o fim restam incontornavéis para quem os vive. Imponderáveis e inesperados para os póprios pois ninguém pode prever esse mesmo fim. Quando se vive sonha-se, projecta-se, edifica-se. Volve-se em fim um olhar para o amanhã. Tem-se ambições, necessita-se de realizar. Acresce à condição de sénior um manancial de experiências que permitem, com mais clareza, prever o desenrolar das experiências, o resultado das acções. Estas são vividas na tranquilidade e gosto de cada momento, de cada conquista, sem a volúpia de uma primeira vez. É isso a sabedoria.
Há inumeros espaços na vida comunitária, em que projectar com senso e executar com clarividência, se torna absolutamente indispensável. Os séniores, no domínio das suas competências, sabem fazê-lo como ninguém. Há recursos que não podem ser negligenciados. Há papéis e funções sociais que competem a cada um, sem poderem ser deixados para terceiros. Cada um tem que ser o timoneiro do seu barco. conduzi-lo a bom porto. Entoar, em cada dia o seu hino à vida. Em suma, viver. Os políticos e os decisores tem que pensar que a população sénor é um manancial de conhecimentos, saberes e experiências que não pode ser ignorada. Devem se incluidos em Conselhos e acessorias quando se trate de projectar e defininir as suas estratégias. Criar grupos mistos de cidadania responsável onde o critério da transversalidade das idades, mais do que a cor política, deve ser tida em conta. só assim é possível ter uma sociedade de tosos e para todos. Fomentar o associativismo sénior, o empreendoismo sénior, a a "gerontogenesis" do emprendimento e da construção do futuro é antecipar harmoni e novo sentido para a vida. É construir uma soiedade Poligénica.