09/03/2021

Experiências territoriais de acumulação solidária no Brasil – bancos comunitários e circuitos locais de comercio justo. Por Antônio Cruz

O artigo a seguir aborda as possibilidades de empoderamento econômico, social e cultural de organizações articuladas territorialmente sob os princípios da economia solidária. Ele parte de duas noções teóricas estruturantes – os territórios usados e a acumulação solidária, além de três categorias que o perpassam: bancos comunitários, moedas sociais e circuitos locais de comércio justo. Todas elas, de caráter analítico-propositivo, estruturam a compreensão de experiências que agregam, de forma interassociativa e intercooperativa, conjuntos heterogêneos de empreendimentos – associações, cooperativas e grupos informais de produção; grupos solidários de consumo responsável; microcrédito; incubadoras de empreendimentos solidários; empreendimentos familiares; microempresas. Duas experiências brasileiras, localizadas em regiões muito distintas, e distantes 4 mil km uma da outra, longe dos centros econômicos (São Paulo ou Rio de Janeiro), servem como referências empíricas da análise: o Banco Palmas –Fortaleza, estado do Ceará, nordeste do Brasil, 20 anos de experiência; e a Rede Bem da Terra– Pelotas, estado do Rio Grande do Sul, extremo sul do Brasil, 10 anos. Além das sínteses descritivas de suas histórias, o artigo aborda os mecanismos de desenvolvimento dessas redes que se reivindicam parte da economia solidária, com princípios comuns: solidariedade social e econômica, democracia autogestiva, promoção da autonomia e da liberdade individuais, intercooperação, sustentabilidade, redução das desigualdades sociais, transformação social por via de projetos emancipatórios. O foco é identificar e analisar os mecanismos de funcionamento, os resultados alcançados e os desafios colocados diante de experiências deste tipo no Brasil.

Palavras–chave: Territórios usados; acumulação solidária; bancos comunitários; moe- da social; circuitos locais de comércio justo.

Cruz, A. (2020) Experiências territoriais de acumulação solidária no Brasil – bancos comunitários e circuitos locais de comercio justo. En Álvarez, J.F. & Marcuello, C. (Dirs.) Experiencias Emergentes de la Economía Social, OIBESCOOP, pp. 290-316. http://www.oibescoop.org/wp-content/uploads/cap-11.pdf

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Autor:

Antonio Cruz (Brasil)

Doctor en economía aplicada por la Universidad de Campinas (Unicamp), Brasil. Docente en la Universidad Federal de Pelotas, en el mismo pais, dá clases de economía política y economía comparada de la América Latina (entre otras) en la carrera de Relaciones Internacionales, y es también investigador-extensionista en el Nucleo Interdisciplinar de Tecnologías Sociales y Economía Solidaria en la misma universidad. Es también docente invitado en la maestría de Entidades de la Economía Social de la Universidad Nacional de Rosario (Argentina). Fué coordinador nacional de la Red Universitaria de Incubadoras Tecnológicas de Cooperativas Populares de Brasil y actualmente es el editor-responsable de su periódico académico, la “Revista de las ITCPs”.

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